Dino bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto
- Luana Valente

- 10 de jul.
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Investigação da Polícia Federal aponta esquema de direcionamento de emendas com apoio de servidores da Câmara

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou o bloqueio de até R$ 119,2 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A medida atende a pedido da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de direcionamento irregular de emendas parlamentares. Além do bloqueio, Dino suspendeu a execução de 21 emendas sob suspeita, em um desdobramento da chamada Operação Transparência.
Segundo a investigação, Valdemar, mesmo sem mandato, teria atuado como verdadeiro gestor de emendas, prática restrita a parlamentares. Para viabilizar o esquema, servidores da Câmara dos Deputados teriam colaborado, dando aparência de legalidade às indicações. Conversas interceptadas pela PF mostram assessores tratando de valores e prioridades, mencionando diretamente o presidente do PL. Uma das figuras centrais seria Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, ex-assessora de Arthur Lira, apontada como responsável por operacionalizar o esquema.
A defesa de Valdemar nega as acusações e afirma que não há provas de participação consciente em irregularidades. Em nota, seus advogados classificaram a decisão como baseada em “premissas frágeis” e uma “indevida criminalização da atividade político-partidária”. Eles informaram que recorrerão da decisão e adotarão medidas judiciais cabíveis.
O bloqueio e a suspensão das emendas têm impacto imediato, atingindo recursos destinados a municípios paulistas e reforçando os questionamentos sobre o chamado “orçamento secreto”. O caso expõe a influência de dirigentes partidários sem mandato sobre verbas públicas e abre um novo capítulo na apuração sobre o uso de emendas parlamentares no país.




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