Michelle Bolsonaro reage a Ciro Gomes e acusa direita cearense de estar “vendida”
- Luana Valente

- 21 de jul.
- 2 min de leitura
Declarações da ex-primeira-dama expõem fissuras no bolsonarismo e tensionam alianças políticas no Ceará

A cena política ganhou novos contornos após a reação de Michelle Bolsonaro às declarações de Ciro Gomes. O ex-governador do Ceará sinalizou que deve apoiar Ronaldo Caiado na disputa presidencial, movimento que provocou forte resposta da ex-primeira-dama. Em publicação nas redes sociais, Michelle afirmou: “Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”.
A fala evidencia a insatisfação de Michelle com a postura de setores da direita cearense, que, segundo ela, estariam cedendo a acordos políticos em detrimento da fidelidade ao bolsonarismo. A situação também reforça a tensão interna no PL, partido que busca consolidar alianças regionais para fortalecer sua posição nacional.
Ciro Gomes, por sua vez, declarou que não teria dificuldades em apoiar Ronaldo Caiado, governador de Goiás, e que acompanha com atenção a ascensão de Renan Santos, liderança jovem que vem ganhando espaço no debate político. “Eu, por exemplo, me dou muito com o Ronaldo Caiado, votaria nele sem nenhuma dificuldade. Estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos, me parece uma pessoa que, a despeito de jovem, está falando coisas muito verdadeiras”, afirmou.
A reação de Michelle Bolsonaro amplia a percepção de que o bolsonarismo enfrenta desafios para manter coesão interna, especialmente em estados como o Ceará, onde alianças locais se tornam decisivas. A disputa expõe divergências entre lideranças, como a própria Michelle e o senador Flávio Bolsonaro, que defende aproximações políticas distintas.
O episódio, além de revelar a estratégia de Ciro Gomes em se aproximar de nomes como Caiado e Renan Santos, mostra a iniciativa de Michelle de preservar o legado político de Jair Bolsonaro.




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