Milei rebate denúncias de corrupção e afirma: “Tudo mentira”
- Luana Valente

- 28 de ago. de 2025
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O presidente da Argentina, Javier Milei, se pronunciou pela primeira vez sobre as denúncias de corrupção que envolvem seu governo e sua irmã, Karina Milei, secretária-geral da Presidência. Durante um ato eleitoral em Lomas de Zamora, na província de Buenos Aires, Milei classificou as acusações como “mentirosas” e prometeu levar o caso à Justiça. “Tudo o que ele diz é mentira. Vamos levá-lo à Justiça e provar que mentiu”, declarou o presidente, referindo-se ao ex-diretor da Agência Nacional de Deficiência (Andis), Diego Spagnuolo.
Ao fazer o pronunciamento durante a manifestação, Milei foi alvo de um atentado e precisou ser retirado às pressas após manifestantes lançarem pedras e objetos contra ele e sua comitiva. O chefe de Gabinete, Guillermo Francos, classificou as denúncias como uma “operação política” articulada por setores opositores às vésperas das eleições legislativas de 7 de setembro, especialmente na província de Buenos Aires, reduto do peronismo.
A acusação veio à tona após o vazamento de áudios atribuídos a Spagnuolo, que descrevem um suposto esquema de propinas envolvendo contratos de compra de medicamentos pela Andis. Os áudios citam diretamente Karina Milei e Eduardo “Lule” Menem, subsecretário de Gestão Institucional, como beneficiários de subornos que chegariam a até 8% dos contratos, com valores mensais entre US$ 500 mil e US$ 800 mil.
Spagnuolo, que foi demitido do cargo em 21 de agosto, afirma nas gravações que chegou a conversar com o próprio presidente sobre os desvios. A veracidade dos áudios ainda está sob investigação judicial, conduzida pelo promotor federal Franco Picardi. Até o momento, não foram apresentadas acusações formais, mas já foram realizadas buscas e apreensões, incluindo a apreensão de US$ 266 mil em espécie e uma máquina de contar dinheiro.
O caso, apelidado pela imprensa local de “Karinagate”, tem gerado forte repercussão nas redes sociais e nas ruas, com a oposição ao governo agindo na tentativa de afetar a imagem do governo e colocar em xeque a bandeira anticorrupção que marcou a campanha de Milei em 2023.




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