Pai de bebê morta acusa mãe de mentir e pede prisão; diz estar impedido de ver outro filho
- Luana Valente

- 16 de jul.
- 2 min de leitura

O caso da morte da bebê Helena, de apenas 10 meses, em Fortaleza, continua a gerar forte repercussão e novos desdobramentos. O pai da criança acusa a mãe de mentir sobre as circunstâncias da tragédia e pede que ela seja presa. Em meio à dor, ele afirma estar sendo impedido de ver o outro filho, de dois anos e meio, o que intensifica ainda mais o conflito familiar.
Segundo relatos, o pai declarou em redes sociais: “Ela está mentindo, gente. Eles todos estão mentindo. É para estar presa ela e o seu irmão. Minha filha não volta, mas eu só quero justiça.” Ele também denunciou que não consegue ter acesso ao filho mais velho: “Eles não querem que eu veja meu filho. Será que eu não tenho direito? Até quando?”
A mãe da bebê, Ysabelle Rodrigues, por sua vez, nega as acusações e afirma que não ingeriu bebida alcoólica na noite anterior ao crime. Em entrevista à Record TV, disse: “Eu não trisquei numa gota de bebida. Eu lembro de tudo que aconteceu.” Ela relatou ter acreditado que a filha estava engasgada e buscou socorro médico, quando os profissionais constataram sinais de violência sexual.
O crime ocorreu na segunda-feira (13), em Fortaleza. Dois homens foram presos em flagrante: Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos. Um deles mantinha relacionamento casual com a mãe da criança. A Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca) conduz o inquérito e aguarda laudos da Perícia Forense para esclarecer a causa da morte e a dinâmica do crime.
O pai, profundamente abalado, relatou que não conseguiu participar do enterro da filha: “Eu não consegui enterrar a minha filha de jeito nenhum.” Ele também disse que só descobriu pela televisão que a bebê havia sido vítima de estupro, após inicialmente ser informado pela mãe de que a criança teria morrido engasgada: “Eu entrei em desespero, acabou meu mundo ali na hora.”
O caso mobilizou autoridades e gerou comoção nacional, com manifestações de políticos e ativistas pedindo justiça e maior proteção às crianças. Enquanto a investigação segue em andamento, o conflito familiar expõe acusações mútuas e uma disputa pela guarda do filho sobrevivente, tornando o desfecho ainda mais delicado.




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