PF intima senador Jaques Wagner a depor sobre caso Master
- Luana Valente

- 21 de jul.
- 2 min de leitura
Parlamentar baiano será ouvido em agosto em investigação que apura supostas vantagens indevidas ligadas ao Banco Master

A Polícia Federal intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) para prestar depoimento no próximo dia 7 de agosto, em Brasília, no âmbito das investigações do chamado “Caso Master”, que apura suspeitas de corrupção e favorecimento político envolvendo o Banco Master e seu ex-sócio Augusto Lima. A medida ocorre após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras e corrupção.
Segundo a PF, Wagner teria recebido um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,4 milhões, além de repasses que somariam até R$ 3,5 milhões, em troca de atuação política favorável ao banco no Congresso. Documentos e mensagens apreendidos indicam proximidade entre o senador e Augusto Lima, apontado como responsável por intermediar benefícios.
O caso ganhou repercussão política imediata. Dias após a operação, Wagner anunciou sua saída da liderança do governo no Senado, alegando necessidade de se dedicar à defesa e à campanha de reeleição. A decisão foi interpretada como tentativa de reduzir o desgaste para o governo Lula, já que o parlamentar é aliado histórico do presidente.
Em nota, Wagner negou irregularidades e afirmou que a compra do apartamento fazia parte de um planejamento familiar. Sobre os valores encontrados em sua residência, disse tratar-se de recursos próprios e diárias recebidas pelo Senado.
O depoimento do senador será colhido na sede da Superintendência da PF em Brasília. Por se tratar de parlamentar em exercício, o processo tramita no STF. Caso as suspeitas sejam confirmadas, Wagner poderá enfrentar acusações formais de corrupção e lavagem de dinheiro, além de risco de perda de direitos políticos.
O Caso Master expõe a relação entre política e sistema financeiro, envolvendo supostos repasses milionários e benefícios patrimoniais em troca de influência legislativa. A investigação segue em curso e promete novos desdobramentos nos próximos meses, mantendo em alerta tanto o meio político quanto o mercado financeiro.




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