PF investiga fraude milionária envolvendo Banco Master e previdência de Maceió
- Luana Valente

- há 1 dia
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Operação apura aportes de R$ 97 milhões em títulos do banco; detalhes sobre os alvos não foram divulgados

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (10) a Operação Compliance, que apura supostas fraudes milionárias envolvendo o Banco Master e o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev). Segundo os investigadores, cerca de R$ 97 milhões foram aplicados em títulos do banco entre 2023 e 2024, em circunstâncias que levantam suspeitas de gestão fraudulenta.
De acordo com a PF, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Maceió e São Paulo, autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Controladoria-Geral da União (CGU) também participa das diligências. Os nomes dos alvos e detalhes das medidas não foram divulgados oficialmente.
As investigações apontam que os aportes — um de R$ 80 milhões e outro de R$ 17 milhões — representaram quase 20% de todo o fundo previdenciário municipal, contrariando a política interna que previa “risco zero” para esse tipo de aplicação. Além disso, o primeiro investimento teria ocorrido quando o Banco Master não estava autorizado a receber recursos previdenciários, o que reforça a suspeita de irregularidades.
A PF apura se houve fraude na análise de risco, credenciamento e governança que antecederam os investimentos. Há indícios de que dirigentes do Iprev possam ter ignorado regras internas de segurança e que o dono do banco, Daniel Vorcaro, teria contado com apoio político para viabilizar os aportes. Também são investigadas possíveis práticas de desvio de recursos por meio de empresas de fachada e notas fiscais falsas.
Em nota, o Iprev afirmou que “vem colaborando, desde o início, com as investigações, prestando todos os esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes”. A autarquia destacou ainda que seu patrimônio cresceu de R$ 400 milhões em 2021 para R$ 1,6 bilhão atualmente, garantindo o pagamento de aposentados e pensionistas.
O caso expõe fragilidades na gestão de fundos previdenciários municipais e reforça a necessidade de maior transparência e fiscalização. Como destacou a PF, o objetivo é “esclarecer as circunstâncias do processo de credenciamento, cotação, análise de risco, governança e tomada de decisão que antecederam os investimentos”. A investigação segue em andamento.




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