Polícia confirma que atirador agiu sozinho em jantar com Trump
- Luana Valente

- há 4 dias
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Chefe da Polícia Metropolitana de Washington descarta preliminarmente a existência de cúmplices

O chefe interino da Polícia Metropolitana de Washington, Jeff Carroll, afirmou neste domingo (26) que o atirador que tentou invadir o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Washington Hilton, agiu sozinho. O evento contava com a presença do presidente Donald Trump e outras autoridades, e foi interrompido após o ataque.
O suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador da Califórnia, portava uma espingarda calibre 12, uma pistola automática e facas. Ele conseguiu ultrapassar um bloqueio de segurança, mas foi contido pelo Serviço Secreto antes de alcançar o salão principal. Houve troca de tiros no saguão do hotel, e um agente foi atingido, mas sobreviveu graças ao colete à prova de balas.
Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio foram retirados às pressas do local. O procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, declarou que a investigação preliminar sugere que o alvo eram membros da administração Trump, embora não haja confirmação de nomes específicos.
Allen, descrito como um “lobo solitário”, era hóspede do hotel e teria planejado o ataque sem apoio externo. Segundo informações, ele deixou um manifesto com conteúdo anticristão e hostil a integrantes do governo. O FBI conduz buscas em sua residência na Califórnia para aprofundar as investigações.
O jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca foi suspenso por até 30 dias por razões de segurança. O caso reacende o debate sobre a proteção em eventos oficiais e reforça preocupações após outras tentativas de atentado contra o presidente nos últimos anos.
A investigação segue sob responsabilidade conjunta do Serviço Secreto, FBI e Polícia Metropolitana de Washington, que buscam esclarecer as motivações do ataque e possíveis conexões do suspeito.




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