Prefeitura se pronuncia após operação da PF no Iprev
- Luana Valente

- há 1 dia
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MACEIÓ (AL) – A operação da Polícia Federal realizada na sede do Iprev, no bairro Farol, apura supostas irregularidades em aplicações que somaram cerca de R$ 97 milhões entre 2023 e 2024. Os recursos foram destinados ao Banco Master, instituição que sofreu intervenção e liquidação pelo Banco Central, e cujo presidente, Daniel Vorcaro, foi preso. Segundo a PF, o objetivo é esclarecer “as circunstâncias do processo de credenciamento, cotação, análise de risco, governança e tomada de decisão que antecederam os investimentos”, além de investigar possível prática de gestão fraudulenta.
Em resposta, a Prefeitura de Maceió divulgou nota oficial nesta segunda-feira (10) afirmando que o Maceió Previdência “vem colaborando, desde o início, com as investigações, prestando todos os esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes”. O texto acrescenta que “os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis” e que o patrimônio do fundo previdenciário passou de aproximadamente R$ 400 milhões em 2021 para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente.
Defesa da legalidade e garantia de pagamentos
A gestão municipal enfatizou que, apesar das investigações, não há prejuízo consolidado para o fundo. Os títulos adquiridos junto ao Banco Master, segundo o instituto, estão habilitados como crédito no processo de liquidação da instituição financeira. “Os recursos destinados ao Banco Master não representam, neste momento, um prejuízo consolidado”, destacou o Maceió Previdência, acrescentando que os valores correspondem a cerca de 8% do patrimônio líquido do fundo.
Além disso, a diretoria do Iprev reforçou que o crescimento patrimonial garante a capacidade de pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores públicos municipais. “Todas as operações financeiras e atos de investimento da gestão observaram estritamente os ritos legais e administrativos exigidos pela legislação aplicável”, afirmou a autarquia.
A investigação ocorre em meio a denúncias feitas por lideranças políticas locais, que apontaram supostas irregularidades nas reuniões do Comitê de Investimentos do Iprev. Em uma delas, realizada em dezembro de 2023, apenas quatro conselheiros participaram da aprovação de um aporte de R$ 80 milhões, quando a lei municipal exige quórum mínimo de seis membros.
Enquanto a Polícia Federal cumpre oito mandados de busca e apreensão, a Prefeitura de Maceió mantém a posição de que os investimentos foram realizados dentro da legalidade e que o instituto segue fornecendo documentos e informações às autoridades.




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