“Se você está endividado, a culpa é do Lula”, frisa Flávio Bolsonaro
- Luana Valente

- há 4 dias
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Dados apontam que Brasil vive em meio ao maior índice de débitos da história

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, intensificou suas críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar o aumento do endividamento das famílias brasileiras. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o índice atingiu 82% em julho, o maior patamar desde o início da série histórica em 2015. Em entrevista, Bolsonaro afirmou: “Se você está endividado, a culpa é do Lula”, responsabilizando diretamente o presidente pela crise financeira que afeta milhões de brasileiros.
De acordo com a CNC, cerca de 40% dos lares não conseguem arcar com os juros das dívidas, o que tem levado famílias a parcelar até itens básicos do consumo diário. O Banco Central aponta que quase metade da renda das famílias está comprometida com débitos, cenário que preocupa especialistas e pressiona o governo. Flávio Bolsonaro ironizou promessas feitas por Lula durante a campanha de 2022: “A picanha tá podre pra botar na grelha e a cerveja ficou choca”, disse, em referência ao discurso do presidente de que garantiria “picanha com cerveja” na mesa dos brasileiros.
O senador também criticou a regulamentação das apostas online, conhecida como “Lei das Bets”, afirmando que a medida teria contribuído para o aumento das dívidas: “Lula criou o problema e fica fazendo discurso vazio sem apontar a solução”. Para ele, o governo falhou em conter a escalada do endividamento e em oferecer alternativas concretas para aliviar a situação das famílias.
Do lado do governo, Lula reconheceu a gravidade do problema e atribuiu parte da responsabilidade ao Banco Central, que mantém juros elevados. O presidente tem discutido medidas como a renegociação de dívidas e a liberação de até 20% do FGTS para trabalhadores de baixa renda quitarem débitos. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o endividamento é hoje a “principal preocupação de Lula” na agenda econômica.
O tema ganhou força na disputa presidencial de 2026, sendo explorado por candidatos da oposição como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado. Para Lula, resolver a crise das dívidas é crucial para manter apoio popular em meio ao aumento do custo de vida. Já para seus adversários, o recorde de endividamento é prova de que o governo falhou coma pauta de estabilidade econômica.




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