Sóstenes Cavalcante aciona Embaixada dos EUA após ordem do TSE
- Luana Valente

- 23 de jun.
- 2 min de leitura
Deputado do PL busca esclarecimentos sobre supostas ligações de partidos de esquerda com facções criminosas e critica decisão de André Mendonça

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, enviou um ofício à Embaixada dos Estados Unidos pedindo esclarecimentos sobre alegadas suspeitas de vínculos entre partidos de esquerda latino-americanos e facções criminosas. A iniciativa ocorreu logo após o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, determinar a remoção de um vídeo em que o parlamentar associava o PT ao PCC e ao Comando Vermelho.
Na decisão, Mendonça destacou que o conteúdo não apresentava provas mínimas e poderia configurar desinformação eleitoral, ordenando a exclusão imediata da postagem e proibindo sua republicação. Sóstenes cumpriu a ordem, mas afirmou discordar da medida, alegando que não fez uma acusação direta, apenas reproduziu suspeitas atribuídas ao governo norte-americano.
Em pronunciamento, o deputado explicou: “Estou notificando um ofício ao representante da Embaixada Americana pra que ele possa nos esclarecer se há ou não esse tipo de suspeita com relação ao patrocínio de partidos de esquerda latino-americano com o crime organizado”. Além do ofício, o parlamentar protocolou um requerimento de informações na Comissão de Relações Exteriores da Câmara e solicitou uma audiência pública com representantes da missão diplomática.
Segundo Cavalcante, a iniciativa busca dar transparência ao debate e trazer uma manifestação oficial dos Estados Unidos. Ele reforçou: “Jamais falaria ou postaria alguma coisa que não condiz com a verdade. E como não fiz uma afirmação, e sim que há uma suspeita do governo americano, ninguém melhor do que o próprio governo para dizer pública e notoriamente à imprensa e a todos os brasileiros, se há ou não esse tipo de suspeita”.
O situação evidencia a tensão entre o Judiciário e lideranças políticas em torno da responsabilidade no uso das redes sociais. De um lado, o TSE reforça a necessidade de lastro factual para evitar acusações infundadas; de outro, a oposição tenta internacionalizar o debate, trazendo atores externos para a arena política nacional.




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