Órgão eleitoral acusa Petro de fraude e propina
- Luana Valente

- 27 de mai.
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Conselho Nacional Eleitoral aponta voos ocultos e repasses ilegais de sindicatos na campanha presidencial de 2022

O Conselho Nacional Eleitoral da Colômbia (CNE) abriu uma investigação contra o presidente Gustavo Petro por supostas irregularidades na campanha que o levou ao poder em 2022. Segundo o órgão, houve omissão de gastos superiores a 5,3 bilhões de pesos colombianos (cerca de US$ 925 mil), além de indícios de financiamento ilícito por meio de sindicatos e voos privados não declarados.
Entre as provas apresentadas estão registros de voos ocultos utilizados durante a campanha e aportes financeiros da Federação Colombiana de Educadores (Fecode) e do sindicato da estatal Ecopetrol, que não teriam sido devidamente reportados. O gerente da campanha, Ricardo Roa — atual presidente da Ecopetrol — foi multado em mais de 5,9 bilhões de pesos (US$ 1,5 milhão). Partidos aliados, como Colômbia Humana e União Patriótica, também receberam sanções financeiras.
Petro reagiu às acusações afirmando que se trata do início de um “golpe de Estado”, convocando mobilizações populares em defesa de seu mandato. O presidente já enfrenta desgaste político após o filho, Nicolás Petro, ter confessado em 2023 o recebimento de dinheiro de um narcotraficante para financiar eventos políticos.
O parecer do CNE podem ser encaminhadas à Comissão de Acusações da Câmara dos Deputados, abrindo caminho para um eventual julgamento político. O caso intensifica a polarização no país e coloca em xeque a governabilidade de Petro, que já vinha enfrentando dificuldades no Congresso e denúncias de corrupção envolvendo aliados próximos.




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