Após acusar Magno Malta de agressão, técnica de enfermagem pede afastamento de hospital
- Luana Valente

- 6 de mai.
- 2 min de leitura
Profissional relata ter recebido um tapa no rosto durante exame; parlamentar nega e diz ser vítima de “falsa comunicação de crime”

A técnica de enfermagem que acusa o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão pediu afastamento de suas funções no Hospital DF Star, em Brasília, por recomendação médica. O episódio ocorreu no dia 30 de abril, durante a realização de uma angiotomografia de tórax e coronárias. Ao se manifestar sobre o caso, Malta declarou ser vítima de “falsa comunicação de crime”.
O hospital confirmou o afastamento da funcionária e informou que abriu uma apuração administrativa interna, além de prestar suporte à profissional. A instituição declarou estar colaborando com as autoridades policiais, que investigam o caso.
Segundo relato da profissional, após o extravasamento do contraste no braço do parlamentar, ela teria sido agredida com um tapa no rosto, que chegou a entortar seus óculos, além de ter sido chamada de “imunda” e “incompetente”.
Magno Malta, por sua vez, nega veementemente as acusações. Em vídeo gravado no hospital, o senador afirmou: “Eu nunca encostei a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher. Isso é falsa comunicação de crime.” Sua defesa sustenta que o parlamentar estava sob forte medicação e reagiu apenas ao sofrimento físico causado pela intercorrência do exame.
Entidades representativas da categoria se manifestaram em apoio à técnica de enfermagem. O Sindicato dos Técnicos de Enfermagem (Sindate-DF), o Sindicato dos Enfermeiros (SindEnfermeiro-DF) e o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) repudiaram o episódio e cobraram apuração rigorosa.
O caso segue em investigação policial e administrativa, enquanto a técnica permanece afastada para recuperação. O episódio gerou ampla repercussão entre entidades de saúde e no meio político.




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