Deputado Coronel Meira pede investigação contra Alexandre de Moraes
- Luana Valente

- 2 de fev.
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Parlamentar aponta conflito de interesses em encontros privados com banqueiro

O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido formal para que seja instaurada investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O parlamentar sustenta que há indícios de conflito de interesses e possível prevaricação em encontros reservados entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, além de reuniões com o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
Segundo o documento protocolado, Moraes teria participado de pelo menos duas reuniões na residência de Vorcaro, localizada no Lago Sul, região nobre de Brasília, a cerca de oito quilômetros da Praça dos Três Poderes. Esses encontros ocorreram em um período crítico para o Banco Master, que buscava apoio financeiro do BRB para evitar colapso. Para Meira, a proximidade entre o magistrado e os executivos do setor financeiro pode configurar conduta incompatível com a função pública.
O parlamentar encaminhou à PGR uma notícia de fato, baseada em informações divulgadas pela imprensa nacional, destacando que se tratam de episódios novos, não analisados em investigação anterior que havia sido arquivada pela própria Procuradoria. Meira argumenta que a situação exige apuração rigorosa, uma vez que envolve um ministro do STF em circunstâncias que podem comprometer a imparcialidade e a credibilidade da Justiça.
O pedido de investigação ocorre em um contexto de crescente tensão política e institucional, em que decisões do Supremo Tribunal Federal têm sido alvo de críticas de setores do Congresso e da sociedade. Caso a PGR aceite o pedido, será instaurado um procedimento para verificar se houve de fato benefícios indevidos ou favorecimento ao Banco Master durante suas negociações com o BRB.
A iniciativa de Coronel Meira reforça o debate sobre os limites da atuação de magistrados em encontros privados com representantes de setores diretamente impactados por decisões judiciais. O desfecho dependerá da análise da Procuradoria-Geral da República, que poderá arquivar o pedido ou abrir investigação formal contra Alexandre de Moraes.




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