Deputado Nikolas Ferreira critica decisão do STF e defende soltura de Bolsonaro, alegando “crime inexistente”.
- Luana Valente

- 16 de jan.
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou nesta sexta-feira (16) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília.
Segundo Nikolas, a medida não atende ao que considera justo. Para ele, Bolsonaro não deveria apenas ser transferido para uma cela com melhores condições, mas sim ser colocado em liberdade, já que, em sua avaliação, o ex-presidente foi condenado por um “crime que nunca aconteceu”.
O parlamentar afirmou que pretende apurar junto a familiares e aliados de Bolsonaro as condições reais da nova instalação, verificando se de fato oferecem melhorias em relação ao espaço anterior. Ainda assim, reforçou que a discussão não deveria se limitar ao local de cumprimento da pena, mas sim à própria legitimidade da condenação.
A fala de Nikolas ocorre em meio a um ambiente político polarizado, no qual apoiadores de Bolsonaro contestam as decisões judiciais que levaram à sua prisão. O deputado mineiro, conhecido por sua atuação combativa nas redes sociais, destacou que a transferência não altera o que considera uma injustiça: “Bolsonaro foi condenado por um crime inexistente. O que deveria estar em pauta é a sua liberdade”, declarou.
A decisão de Moraes de transferir Bolsonaro para a sala de Estado Maior foi justificada como forma de garantir condições adequadas ao ex-presidente, em respeito às prerrogativas previstas em lei para quem exerceu a chefia do Executivo. No entanto, para Nikolas, a medida é insuficiente e mantém a narrativa de perseguição política contra o líder do PL.




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