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Débora do Batom rompe silêncio: "Quero completa liberdade, mas não só a minha"



Em entrevista à Revista Oeste, condenada pelos atos de 8 de janeiro relata rotina na prisão e pede respeito aos direitos humanos


Revista Oeste
Revista Oeste

Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”, concedeu entrevista à Revista Oeste na qual detalhou sua experiência durante o período em que esteve encarcerada após os atos de 8 de janeiro de 2023. Ela descreveu momentos de tensão dentro da prisão, incluindo ameaças sofridas por outras detentas, além da dor de permanecer afastada dos filhos.


Segundo relatou, a rotina atrás das grades foi marcada por medo e insegurança, mas também por uma tentativa de manter a fé e a esperança. Atualmente em prisão domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica, Débora afirma que a sensação de isolamento continua sendo um desafio.


Ao ser questionada sobre o que quer para o futuro, Débora destacou: “Quero completa liberdade, mas não só a minha, a liberdade de todos os presos que estão morrendo exilados.” Visivelmente emocionada, pede desculpas para se recompor e ressalta que “é muito difícil estar preso porque não se tem uma voz e que, hoje, podendo falar um pouco pelos presos, é como representá-los.”


“Eu queria muito que fosse reconsiderada a dosimetria para que as pessoas pudessem recomeçar, porque a vida não será restaurada de uma hora para outra. Todas as pessoas que estão impedindo essa dosimetria de acontecer que repensem [...]. Nós não somos pauta política, somos pessoas, pessoas que estão sofrendo porque vidas foram destruídas.”


O pedido reflete sua intenção de reconstruir a vida e de chamar atenção para o impacto humano das decisões judiciais.


Débora também falou sobre os objetivos de retomar os estudos, com a pretensão de cursar Biomedicina e mudar de campo de atuação.


“Pretendo ter o mínimo de dignidade possível. Que as pessoas sejam vistas como pessoas de novo, porque hoje em dia percebo que tem muito político usando os presos políticos como pauta, mas isso não é nada justo”, frisou Débora.


A entrevista levanta questionamentos sobre as condições do sistema prisional brasileiro e os limites da punição aplicada aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Ao expor sua vivência, Débora do Batom coloca em pauta questões sensíveis relacionadas a direitos humanos e justiça.


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