Efeito Lula: Para 68%, poder de compra caiu e 55% veem emprego mais difícil
- Luana Valente

- 15 de jul.
- 2 min de leitura
Poder de compra em queda e mercado de trabalho mais difícil: percepção negativa da economia domina eleitorado

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que a maioria dos brasileiros avalia de forma crítica a situação econômica do país em comparação ao ano anterior. Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados afirmam que o poder de compra diminuiu, enquanto 55% consideram mais difícil conseguir emprego neste ano. Os dados reforçam a sensação de insegurança financeira e revelam o peso da economia como tema central no debate político.
O estudo indica que a inflação, especialmente nos alimentos, é o principal fator associado à perda de poder de compra. Para quase sete em cada dez brasileiros, os preços subiram de forma significativa nos últimos meses, corroendo o orçamento familiar. Ao mesmo tempo, o endividamento continua elevado: 69% da população declara ter dívidas, seja em maior ou menor grau, o que amplia a percepção de fragilidade econômica.
No mercado de trabalho, a percepção popular contrasta com os números oficiais. Embora o IBGE registre taxa de desemprego em torno de 6,1% no primeiro trimestre, em patamar historicamente baixo, mais da metade dos entrevistados afirma que está mais difícil conseguir uma vaga. Essa divergência entre estatísticas e experiência cotidiana sugere que a qualidade dos empregos disponíveis e a informalidade pesam na avaliação dos cidadãos.
A pesquisa também revela que 43% acreditam que a economia piorou nos últimos 12 meses, contra 20% que enxergam melhora e 33% que não percebem mudanças. Para o futuro, há um otimismo moderado: 39% esperam melhora nos próximos 12 meses, enquanto 27% projetam piora e outros 27% acreditam em estabilidade.
Realizado entre 10 e 13 de julho de 2026, o levantamento ouviu 2.004 eleitores presencialmente, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Registrada no TSE sob protocolo BR-07181/2026, a pesquisa reforça que, apesar dos indicadores macroeconômicos positivos, a percepção popular segue marcada por dificuldades no cotidiano, especialmente no consumo e no emprego.
Essa percepção negativa da economia tende a influenciar diretamente o cenário político em neste ano.




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