Fachin reage à decisão da Justiça italiana sobre Zambelli
- Luana Valente

- 12 de jun.
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Ministro do STF defende imparcialidade da Corte e manifesta preocupação com impacto na cooperação jurídica entre Brasil e Itália

O ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota oficial em reação à decisão da Justiça da Itália que negou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli. O tribunal italiano havia apontado que o ministro Alexandre de Moraes atuou simultaneamente como “vítima” e “juiz” no processo, o que teria comprometido a imparcialidade da ação.
Na manifestação, Fachin reafirmou a “independência e imparcialidade” da Corte brasileira. “O Supremo Tribunal Federal reafirma sua independência e imparcialidade no julgamento da Ação Penal nº. 2.428/DF. O processo e seus atos transcorreram em estrita observância à Constituição da República, ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e aos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro”, destacou.
O ministro também demonstrou preocupação com os efeitos da decisão italiana sobre a cooperação jurídica entre os dois países. “Por isso, a Presidência do Supremo Tribunal Federal acompanha com preocupação a recente decisão proferida pela justiça italiana em matéria relacionada à cooperação jurídica entre os dois países, ressaltando que esta Corte vem atuando com marcante deferência aos Estados estrangeiros quando examina pedidos de extradição”, afirmou.
Fachin lembrou ainda que a denúncia contra Zambelli foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República por crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. “A denúncia foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma, que referendou as decisões monocráticas do eminente Relator, Ministro Alexandre de Moraes, e entendeu presentes os requisitos para o exercício da ação penal. Após instrução, sempre plenamente observado o devido processo legal…”, registrou.




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