Nicarágua amplia repressão contra a Igreja
- Luana Valente

- 23 de jul.
- 2 min de leitura
Portas Abertas alerta para aumento das restrições à liberdade religiosa e perseguição a líderes cristãos

O governo da Nicarágua vem intensificando medidas de repressão que atingem diretamente a atuação da Igreja e a liberdade religiosa no país. Sob a liderança de Daniel Ortega, o regime tem ampliado o controle sobre instituições independentes, impondo restrições severas a comunidades cristãs e organizações civis.
Entre as ações mais recentes, destacam-se o monitoramento de líderes religiosos, que enfrentam vigilância constante e, em alguns casos, prisão; o fechamento de escolas e igrejas ligadas a entidades cristãs; e a proibição do transporte terrestre de Bíblias, medida que dificulta o acesso dos fiéis à literatura religiosa.
A organização Portas Abertas, que acompanha a situação da liberdade religiosa em diversos países, posicionou a Nicarágua na 32ª colocação da Lista Mundial da Perseguição 2026, destacando o agravamento das violações de direitos humanos. Segundo o relatório, desde 2018 mais de 5 mil organizações da sociedade civil foram encerradas, incluindo entidades religiosas e de assistência social.
As consequências sociais são profundas: famílias cristãs têm sido deslocadas de suas comunidades, fiéis que denunciam abusos correm o risco de perder a cidadania e ONGs que ofereciam apoio espiritual e material foram dissolvidas. A repressão também se estende ao campo político, com a suspensão das eleições presidenciais, consolidando o cenário de autoritarismo.
A situação tem chamado atenção de organismos internacionais. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos denunciou o fechamento em massa de organizações e o cerceamento da liberdade religiosa. Apesar das pressões, líderes cristãos continuam atuando, oferecendo suporte às comunidades mais vulneráveis, mesmo sob risco de perseguição.
O alerta da Portas Abertas reforça a necessidade de vigilância internacional e solidariedade para que a liberdade religiosa seja preservada na Nicarágua, onde a fé tem se tornado alvo direto da repressão estatal.




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