Flávio Bolsonaro frisa em prisão domiciliar para o pai e denuncia “tortura” em cela da PF
- Luana Valente

- 13 de jan.
- 2 min de leitura
Senador afirma que Jair Bolsonaro precisa de supervisão constante e critica barulho de ar-condicionado próximo à cela do ex-presidente

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender, nesta terça-feira (13), a concessão de prisão domiciliar humanitária para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Após visita ao pai, Flávio declarou que irá enfatizar junto à Justiça para que o pedido seja analisado, alegando que o ex-presidente necessita de acompanhamento permanente. “Ele precisa de supervisão 24 horas por dia”, afirmou.
Segundo o parlamentar, as condições da custódia de Bolsonaro são inadequadas e representam risco à saúde do ex-presidente. Flávio relatou que o pai sofreu uma queda recente dentro da cela, bateu a cabeça e machucou o pé, o que reforçaria a necessidade de cuidados contínuos. Para o senador, o episódio evidencia que Bolsonaro não tem condições de permanecer sozinho e deveria estar em casa, sob monitoramento familiar e médico.
Além disso, Flávio criticou o ambiente da cela, destacando o barulho constante de um ar-condicionado instalado próximo ao espaço onde o ex-presidente está detido. O senador classificou a situação como “tortura”, argumentando que o ruído contínuo prejudica o descanso e a saúde de Bolsonaro. “Isso não existe, é uma tortura que tem que mudar”, disse, ao cobrar providências das autoridades responsáveis.
A defesa de Jair Bolsonaro já havia protocolado pedidos anteriores para que ele pudesse cumprir a pena em regime domiciliar, alegando razões humanitárias. Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não concedeu o benefício. Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 a 27 anos e três meses de prisão por suposta tentativa de “golpe de Estado” e está detido desde novembro na sede da Polícia Federal.
Flávio Bolsonaro, que também é pré-candidato à Presidência em 2026, tem reforçado o posicionamento de que o pai está sendo submetido a condições desumanas. Ele afirmou que continuará pressionando o Judiciário e destacou que os advogados trabalham para garantir que o ex-presidente seja transferido para prisão domiciliar. “Os advogados estão trabalhando para que ele possa ir para aquele lugar onde a lei determina que pessoas na condição dele têm que ir, que é uma domiciliar humanitária”, declarou.




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