Gestão Igor Normando cancela reunião sobre Mata Fome e moradores protestam em Belém
- Luana Valente

- 11 de mai.
- 2 min de leitura
Comunidade da bacia hidrográfica cobra respostas sobre obras de macrodrenagem após novo cancelamento; rodovia Arthur Bernardes é interditada nesta segunda (11).

A gestão do prefeito Igor Normando enfrenta nova onda de críticas após cancelar, pela segunda vez, uma reunião que discutiria o andamento das obras de macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Mata Fome, em Belém. O encontro, previsto para sexta-feira (8), reuniria moradores, representantes da Defensoria Pública e do Ministério Público do Pará, mas foi desmarcado sem definição de nova data.
Segundo nota oficial da prefeitura, o adiamento ocorreu porque o anúncio oficial do início das obras ainda não havia sido feito, o que, na avaliação da gestão, tornaria a reunião “sem objetivo principal”. A justificativa, no entanto, não convenceu os moradores, que decidiram interditar a rodovia Arthur Bernardes nesta segunda-feira (11) em protesto contra a falta de diálogo e de soluções concretas.
As famílias da região relatam conviver diariamente com ruas destruídas, lama constante, ausência de abastecimento de água e alagamentos frequentes. “Não sabemos mais o que vai acontecer. As obras não avançam e ninguém explica nada”, afirmou um morador durante a manifestação.
O problema se agravou com as chuvas intensas registradas em abril, quando Belém acumulou mais de 150 milímetros em menos de 24 horas, afetando cerca de 44 mil pessoas e deixando 13 mil desalojadas. O episódio reforçou a urgência das obras de macrodrenagem, prometidas desde 2024 como prioridade da gestão Normando, mas que seguem sem execução efetiva até maio de 2026.
A crise na Bacia do Mata Fome soma-se a outras críticas à administração municipal, que já enfrenta questionamentos em áreas como infraestrutura e cultura. Para os moradores, o cancelamento da reunião simboliza o distanciamento da prefeitura em relação às demandas mais urgentes da população.




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