ALERTA: Governo Lula libera R$ 12 bilhões e cargos para garantir aprovação de Messias ao STF
- Luana Valente

- há 2 dias
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Estratégia política às vésperas da sabatina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a articulação no Senado para assegurar a aprovação de Jorge Messias, advogado-geral da União, indicado ao STF. Foram empenhados cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares, valor que representa mais de 58% do montante obrigatório a ser pago no primeiro semestre deste ano, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Além disso, o governo sinalizou a liberação de cargos em órgãos administrados pela União para senadores aliados.
Distribuição dos recursos
• PL (oposição, 15 senadores): R$ 479 milhões empenhados
• MDB (9 senadores): R$ 372,7 milhões
• PSD (14 senadores): R$ 366,2 milhões
• PT (partido do presidente, 9 senadores): R$ 281,2 milhões
Entre os parlamentares, Eduardo Braga (MDB-AM) lidera com R$ 71,2 milhões em emendas empenhadas, seguido por Romário (PL-RJ) com R$ 68,7 milhões e Jader Barbalho (MDB-PA) com R$ 62,4 milhões.
Contexto da disputa
A indicação de Messias gerou atritos com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga. A sabatina de Messias está marcada para quarta-feira, 29, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para avançar ao plenário, ele precisa de 14 votos na comissão e, posteriormente, 41 votos no plenário.
Implicações políticas
A liberação acelerada de recursos e cargos evidencia a dependência do governo em negociações com o Congresso para aprovar nomes estratégicos. As chamadas “emendas Pix”, que podem ser aplicadas sem destinação fixa, concentram boa parte dos valores, levantando críticas sobre transparência e uso político do orçamento.
Em resumo: o governo Lula aposta em uma combinação de liberação de emendas bilionárias e cargos federais para consolidar apoio à indicação de Jorge Messias ao STF, em um cenário marcado por disputas internas e pressão sobre o Senado.




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