Efeito Lula: Inflação dispara 0,67% em abril
- Luana Valente

- 12 de mai.
- 2 min de leitura
Alta foi puxada por alimentos e saúde, enquanto combustíveis perderam força

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), avançou 0,67% em abril, segundo dados divulgados pelo IBGE. Em março o índice havia sido de 0,88%. No acumulado do ano, a inflação já soma 2,60%, enquanto em 12 meses chega a 4,39%, patamar próximo ao teto da meta estabelecida pelo Banco Central, de 4,5%.
O principal fator de pressão veio do grupo alimentação e bebidas, que registrou alta de 1,34% e respondeu por quase metade da inflação do mês. Produtos como cenoura (+26,63%), leite longa vida (+13,66%), cebola (+11,76%), tomate (+6,13%) e carnes (+1,59%) tiveram aumentos expressivos, refletindo problemas de oferta e custos logísticos. O grupo saúde e cuidados pessoais também contribuiu, com alta de 1,16%, impulsionada pelo reajuste de medicamentos (+1,77%) e artigos de higiene (+1,57%).
Já os combustíveis, que haviam pressionado fortemente em março, mostraram desaceleração: a gasolina subiu 1,86% em abril, contra 4,59% no mês anterior. Apesar disso, o item ainda teve impacto relevante sobre o índice. A energia elétrica e o gás também seguiram em alta, reforçando o peso dos custos básicos no orçamento das famílias.
A desaceleração do IPCA em abril foi favorecida pela queda nos preços das passagens aéreas e pela menor intensidade da alta dos combustíveis. No entanto, os alimentos e os produtos de saúde concentraram cerca de dois terços da inflação do mês, evidenciando que o custo de vida segue pressionado.
O cenário reflete tanto fatores internos quanto externos. No plano internacional, a alta do petróleo em meio a tensões no Oriente Médio encarece combustíveis e transporte. No Brasil, problemas climáticos e sazonais impactaram a oferta de alimentos, elevando preços em cadeia. Embora o índice tenha ficado dentro da meta, a persistência dessas pressões mantém o desafio para a política monetária, que precisa equilibrar o controle da inflação com a retomada da atividade econômica.




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