Mendonça mantém gabinete ativo no recesso para acompanhar casos Master e INSS
- Luana Valente

- há 8 horas
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Ministro do STF avalia que investigações estão em estágio sensível e podem exigir medidas urgentes nas próximas semanas

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter dedicação integral aos inquéritos que investigam o Banco Master e as fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do INSS durante o recesso do Judiciário, que ocorre entre 1º e 31 de julho. A medida, considerada excepcional, reflete a avaliação de que os processos se encontram em fase delicada e podem demandar decisões imediatas, como quebras de sigilo, prisões ou novas diligências.
No caso do Banco Master, as apurações envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro e supostas operações financeiras irregulares que atingem núcleos políticos de peso, incluindo os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Ciro Nogueira (PP-PI). Já as investigações sobre o INSS tratam de descontos ilegais em benefícios previdenciários, prática que teria lesado milhares de aposentados e pensionistas. Informações obtidas no inquérito do Master passaram a subsidiar também os trabalhos da CPMI do INSS no Congresso.
A decisão de Mendonça ocorre em meio a tensões com a direção da Polícia Federal. Interlocutores da corporação avaliam que o gabinete do ministro busca fragilizar o diretor-geral Andrei Rodrigues, enquanto auxiliares de Mendonça criticam a condução das propostas de colaboração premiada apresentadas por Vorcaro. O ministro também analisa a possibilidade de abrir investigação sobre recursos supostamente destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Diante da repercussão nacional e da sensibilidade dos casos, o STF reforçou o esquema de segurança do ministro. A manutenção do gabinete ativo durante o recesso busca garantir agilidade nas respostas e preservar a credibilidade da Corte em processos que podem ter impacto político e institucional significativo.




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