Novo denuncia falta de ação da AGU e do Ministério da Justiça em caso do ‘Careca do INSS’
- Luana Valente

- 7 de abr.
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Partido cobra bloqueio imediato de bens e rastreamento de recursos ligados a fraudes contra aposentados

Em representação apresentada ao Tribunal de Contas da União (TCU), o Partido Novo acusa a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça de não terem adotado providências concretas para impedir a movimentação de bens de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O empresário é apontado como figura central em um esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários, que teria causado prejuízo de R$ 3,3 bilhões a aposentados e pensionistas.
As investigações, conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, indicam que parte dos valores desviados foi transferida para a offshore Camilo & Antunes Limited (Rpdl Ltd.), registrada nas Ilhas Virgens Britânicas. A empresa teria adquirido cerca de R$ 11 milhões em imóveis no Brasil, funcionando como instrumento de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Na peça protocolada, o Novo solicita que o TCU determine, em caráter cautelar, que os órgãos do Executivo iniciem imediatamente o rastreamento e o bloqueio dos ativos. O partido ressalta que, mesmo após recomendações da CPI do INSS, não houve avanço significativo por parte da AGU e do Ministério da Justiça.
Segundo a legenda, a ausência de medidas reflete uma postura de omissão diante de um caso de grande impacto social. A AGU, por sua vez, sustenta que a atuação depende de acordo de cooperação internacional com autoridades do país onde os recursos estão depositados.




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