Transferência de Filipe Martins gera alerta de risco de morte
- Luana Valente

- 7 de abr.
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Defesa aponta superlotação e vulnerabilidade em unidade prisional do Paraná

A defesa do ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, afirma que sua vida está em perigo após a transferência para a Casa de Custódia de Ponta Grossa (PR). Relatórios da Polícia Penal indicam que a unidade, marcada pela superlotação, não oferece condições adequadas para presos de alta exposição política, aumentando o risco de violência contra ele.
Além disso, em documentos internos, a Polícia Penal do Paraná argumentou que a permanência de Filipe Martins em determinadas unidades poderia acentuar tensões já existentes entre detentos. O órgão mencionou o risco de rebeliões e destacou que o ambiente de instabilidade tornaria o ex-assessor especialmente vulnerável, dada sua notoriedade e o caráter político de sua condenação.
Martins foi condenado a 21 anos de prisão por suposta tentativa de "golpe de Estado". Inicialmente, havia sido encaminhado ao Complexo Médico Penal de Pinhais, considerado mais seguro, mas por uma decisão em que, segundo o ministro Alexandre de Moraes, do STF, alega não ter conhecimento, foi determinado seu retorno à CCPG.
A defesa ressalta que a permanência no local representa “extrema vulnerabilidade” e pede nova transferência. Ainda de acordo com a defesa, Martins já teria sido alvo de hostilidade dentro do ambiente carcerário, com relatos de ameaças recorrentes por parte de outros detentos.
O caso expõe fragilidades do sistema penitenciário em lidar com presos de repercussão política e impulsiona o debate sobre segurança institucional e direitos humanos dentro das unidades prisionais brasileiras.




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