URGENTE: PF decide expulsar Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo
- Luana Valente

- 21 de jul.
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Filho do ex-presidente permanece nos EUA e não reassumiu funções na corporação após cassação do mandato

A Polícia Federal concluiu o processo administrativo contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e decidiu pela sua expulsão da corporação por abandono de cargo. Eduardo, que ingressou na PF em 2010 como escrivão, deveria ter reassumido suas funções no Rio de Janeiro após a cassação de seu mandato parlamentar em dezembro de 2025. No entanto, permaneceu nos Estados Unidos, onde obteve o green card, alegando que sofre perseguição política. A ausência prolongada levou à abertura de um processo disciplinar e culminando na decisão de desligamento.
O ato ainda precisa ser confirmado pelo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, cuja assinatura é necessária para tornar a medida definitiva. A decisão também determina que Eduardo entregue sua carteira funcional e arma institucional, medidas já adotadas desde o início do processo.
A situação se soma a outros desdobramentos jurídicos envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além da cassação por faltas na Câmara, Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, em investigação relacionada à tentativa de golpe de Estado.
A expulsão da PF marca mais um capítulo na crise que envolve a família Bolsonaro e reforça a tensão entre o ex-parlamentar e as instituições brasileiras. Enquanto Eduardo afirma ser alvo de perseguição, autoridades sustentam que sua ausência caracteriza infração disciplinar grave, justificando a medida extrema.




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