Promotor é afastado após denúncias de relações sexu@is com detentos
- Luana Valente

- 1 de jun.
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CNMP abre processo disciplinar contra Tales Tranin em meio a acusações de envolvimento com presos ligados ao crime organizado

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu, de forma unânime, pelo afastamento cautelar do promotor de Justiça Tales Fonseca Tranin. A medida foi tomada após denúncias de que o magistrado teria mantido relações sexuais com mais de vinte detentos do sistema prisional, muitos deles apontados como integrantes de facções criminosas.
As investigações indicam que os encontros teriam ocorrido durante o expediente, em inspeções realizadas em unidades carcerárias. Há relatos de que, em algumas ocasiões, os encontros foram acompanhados de pagamento. Diante da gravidade das acusações, o CNMP determinou não apenas o afastamento imediato de Tranin, mas também a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e sua remoção da 4ª Promotoria Criminal de Execução Penal e Fiscalização de Presídio.
Em coletiva de imprensa, o promotor, acompanhado de seus advogados, admitiu ter mantido relações sexuais com apenados ligados ao crime organizado. No entanto, negou que os encontros tenham ocorrido dentro das unidades prisionais.
A defesa, representada pelo advogado Erick Venâncio, declarou que o caso tramita sob segredo de Justiça e, por isso, não pode ser comentado em detalhes. Venâncio também destacou que o vazamento de informações sobre a investigação será objeto de apuração.
A situação expõe uma crise institucional e levanta questionamentos sobre os mecanismos de fiscalização dentro do Ministério Público, além de reacender o debate sobre a vulnerabilidade das relações entre agentes públicos e o sistema prisional.




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