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Receita Federal aponta repasses milionários do Banco Master a escritório de Viviane Barci


Documentos entregues à CPI do Crime Organizado revelam pagamentos que somam mais de R$ 80 milhões


Reprodução
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Documentos da Receita Federal, obtidos pela CPI do Crime Organizado, revelam que o Banco Master realizou entre 2024 e 2025 repasses exatos de R$80.223.653,84 ao escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A informação foi confirmada pela TV Globo.


Segundo os dados, os pagamentos foram declarados oficialmente ao Fisco por meio de impostos retidos na fonte, o que confirma a existência das operações. Parte dos repasses ocorreu em 11 parcelas mensais de R$ 3,6 milhões ao longo de 2024. O contrato firmado entre o Banco Master e o escritório previa valores ainda maiores, chegando a R$ 129 milhões.


A divulgação das informações gerou repercussão política e jurídica, levantando questionamentos sobre a dimensão dos valores e a relação entre grandes instituições financeiras e escritórios ligados a figuras públicas. Até o momento, não há comprovação de ilegalidade nos repasses, mas o caso segue sob análise da CPI e de órgãos de fiscalização.


Linha do tempo


A linha do tempo mostra a evolução dos pagamentos e a repercussão política do caso. Entre janeiro e novembro de 2024, documentos da Receita Federal apontaram que o Banco Master realizou onze repasses mensais de R$ 3,6 milhões, somando R$ 40,11 milhões ao escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Em dezembro, a CPI do Crime Organizado solicitou a quebra de sigilo fiscal do banco e recebeu os dados oficiais sobre os pagamentos.


No primeiro semestre de 2025, novos registros fiscais indicaram que os repasses continuaram, elevando o montante para R$ 80,22 milhões declarados ao Fisco. Em agosto, a imprensa revelou que o contrato entre o Banco Master e o escritório previa valores ainda maiores, chegando a R$ 129 milhões. Já em setembro, o caso ganhou repercussão política e jurídica, com questionamentos sobre a dimensão dos valores e a relação entre instituições financeiras e escritórios ligados a figuras públicas.


Em março, a CPI do Crime Organizado manteve o caso em análise, sem comprovação de ilegalidade até o momento, mas reforçando a necessidade de esclarecimentos sobre a finalidade dos repasses.


O tema que poderia seguir em debate público, destacando a importância da transparência nas relações entre bancos e escritórios de advocacia, foi encerrado por Davi Alcolumbre. O relator criticou a decisão e classificou como “desserviço”. A Comissão chega ao fim no dia 14 de abril sem prorrogação, apesar de vários pedidos reforçando a ampliação das investigações.



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