Rubio acusa Ortega de instaurar ditadura na Nicarágua após fim das eleições
- Luana Valente

- 21 de jul.
- 2 min de leitura
Secretário de Estado dos EUA pede reação internacional e defende direito dos nicaraguenses de escolher seus líderes

O anúncio do presidente nicaraguense Daniel Ortega de que não haverá mais eleições no país provocou forte reação internacional. Durante as celebrações do 47º aniversário da Revolução Sandinista, Ortega declarou que a oposição “jamais voltará ao poder” e descartou qualquer possibilidade de disputa eleitoral futura, consolidando o controle absoluto do casal Ortega-Murillo sobre o Estado.
Em resposta, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificou a medida como prova de uma sucessão familiar direta e afirmou que o povo nicaraguense tem direito de eleger seus líderes por meio de eleições democráticas. Rubio pediu que a comunidade internacional se una para pressionar o regime e impedir que a Nicarágua se afaste definitivamente dos princípios democráticos.
"Os Estados Unidos convocam a comunidade internacional a unir forças para demonstrar à ditadura Murillo-Ortega que ela não pode esperar manter relações diplomáticas normais com outras nações enquanto frustra os princípios básicos da democracia em nosso hemisfério", disse Rubio.
A decisão de Ortega não é isolada. Desde os protestos de 2018, que deixaram mais de 300 mortos segundo a ONU, o governo intensificou a repressão contra opositores, jornalistas e ativistas. Líderes da oposição foram presos, deportados ou tiveram a nacionalidade cassada, enquanto milhares de cidadãos buscaram refúgio em países como Costa Rica, Espanha e Estados Unidos.
Organizações internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), também criticaram duramente o anúncio, acusando o governo nicaraguense de “abandonar a democracia”. Analistas políticos destacam que a medida representa a consolidação de uma “ditadura plena”, na qual Ortega governa ao lado da esposa, Rosario Murillo, como copresidente.
Para Rubio, o caminho passa pela mobilização internacional e pelo apoio direto à sociedade civil nicaraguense, que enfrenta um cenário de repressão e ausência de liberdade política.




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