Silêncio no TSE expõe tensão política
- Luana Valente

- 13 de mai.
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Alcolumbre, Fachin e Motta evitam aplaudir Jorge Messias durante posse de Kassio Nunes Marques

Na cerimônia de posse de Kassio Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada em Brasília no dia 12 de maio, um gesto discreto, mas carregado de significado político, chamou atenção. Ao ser citado de forma elogiosa pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, o advogado-geral da União, Jorge Messias, recebeu aplausos de parte do público. No entanto, três autoridades permaneceram em silêncio: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin; e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Simonetti pediu aplausos ao se referir a Messias como “querido amigo”. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com uma breve manifestação, Alcolumbre, Fachin e Motta optaram por não se juntar ao gesto. A cena foi interpretada como reflexo da crise política que se intensificou após a rejeição do nome de Messias para o Supremo Tribunal Federal.
Em abril, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Foi a primeira vez desde 1894 que um indicado presidencial ao Supremo teve sua nomeação barrada. A articulação de Alcolumbre foi decisiva para o resultado, consolidando sua posição como um dos principais opositores à escolha de Lula.
Durante a cerimônia, Lula e Alcolumbre dividiram a primeira fila, mas evitaram qualquer interação. O silêncio diante da homenagem a Messias reforçou a distância entre o Planalto e o Congresso. Fachin, por sua vez, manteve postura institucional, mas sua ausência de aplausos também foi notada como sinal de desconforto.
O gesto aparentemente simples de não aplaudir tornou-se símbolo da tensão política atual. Ele expôs a fragilidade da relação entre os Poderes e mostrou que a rejeição de Messias ao STF continua reverberando nos bastidores de Brasília.




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