ALERTA: Laudo da PF confirma sete doenças crônicas em Bolsonaro, mas descarta internação hospitalar
- Luana Valente

- 6 de fev.
- 2 min de leitura
Documento divulgado pelo STF aponta que ex-presidente necessita de acompanhamento médico contínuo, mas não apresenta quadro que justifique transferência para hospital

O laudo médico elaborado pela Polícia Federal (PF) e divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro é portador de sete doenças crônicas, mas que, no momento, não há necessidade de transferência para cuidados hospitalares. A perícia foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após pedido da defesa de Bolsonaro, que solicitava a concessão de regime domiciliar por razões humanitárias.
Segundo os peritos, o ex-presidente apresenta hipertensão arterial, apneia do sono, obesidade clínica, aterosclerose, refluxo gastroesofágico, diverticulose intestinal e cicatrizes internas na região abdominal decorrentes de cirurgias anteriores. Apesar da gravidade potencial dessas condições, o documento ressalta que todas estão sob controle clínico e podem ser acompanhadas dentro da unidade prisional em que Bolsonaro se encontra, conhecida como “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O laudo também descarta diagnósticos mais graves sugeridos por médicos da defesa, como pneumonia bacteriana, anemia por deficiência de ferro, depressão ou sarcopenia. Os especialistas da PF destacaram, contudo, que é necessária a intensificação dos cuidados médicos e a otimização dos tratamentos, com acompanhamento de profissionais especializados, para prevenir complicações cardiovasculares e outras decorrentes das comorbidades.
O ministro Alexandre de Moraes determinou que o documento fosse tornado público e encaminhou as conclusões à Procuradoria-Geral da República (PGR) e aos advogados de Bolsonaro, que terão prazo de cinco dias para se manifestar. A decisão sobre eventual mudança no regime de custódia dependerá da análise conjunta das partes envolvidas.
Preso desde 15 de janeiro, Bolsonaro relatou aos peritos melhora nas condições de custódia em comparação ao local anterior, afirmando que o espaço atual oferece maior circulação e não lhe causa desconforto. O laudo da PF reforça que, embora o ex-presidente seja portador de múltiplas doenças crônicas, não há indicação médica para internação hospitalar imediata, mas sim para acompanhamento contínuo e medidas preventivas.




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