Carlos Bolsonaro critica decisão de Moraes sobre prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
- Luana Valente

- 1 de jan.
- 2 min de leitura
Ex-vereador do Rio usou as redes sociais para contestar negativa do STF e destacar estado de saúde do pai

O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), se manifestou nesta quinta-feira (1º) após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negar o pedido de prisão domiciliar solicitado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi divulgada no início do ano e rejeitou o argumento de que o estado de saúde do ex-chefe do Executivo justificaria o cumprimento da pena em casa.
Em publicação na rede social X, Carlos criticou a postura do magistrado e afirmou que, “mesmo diante de todas as condições de saúde expostas nos últimos dias e precedentes apresentados pelos advogados”, Moraes manteve a negativa. O filho do ex-presidente ressaltou que o pai havia recebido alta hospitalar recentemente, após internação no hospital DF Star, em Brasília, durante o período de festas.
Segundo Moraes, não há fatos novos que justifiquem a concessão da prisão domiciliar. O ministro destacou que a defesa não apresentou elementos suficientes para alterar o regime de cumprimento da pena, reforçando que a decisão anterior permanece válida. A manifestação do magistrado foi recebida com críticas por apoiadores de Bolsonaro, que alegam perseguição política.
Carlos Bolsonaro, conhecido por sua atuação nas redes sociais, utilizou o espaço para mobilizar seguidores e questionar a condução do processo. A publicação repercutiu entre parlamentares aliados e simpatizantes do ex-presidente, que reforçaram a narrativa de injustiça. O episódio evidencia mais uma vez o embate entre o clã Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal, especialmente com Moraes, que concentra decisões em processos envolvendo o ex-presidente.
A negativa de prisão domiciliar ocorre em meio a um cenário de tensão política e jurídica. Jair Bolsonaro enfrenta investigações e processos relacionados a sua atuação durante o mandato e após deixar o cargo. A defesa apresenta as questões humanitárias, mas até o momento não obteve êxito nas tentativas de flexibilizar as condições impostas pela Justiça.




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