Carlos Bolsonaro relata visita ao pai e afirma: “Bolsonaro está ciente de tudo”
- Luana Valente

- há 2 dias
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Em prisão domiciliar em Brasília, ex-presidente recebeu o filho por duas horas; Carlos descreveu conversas emocionadas e criticou restrições impostas pelo STF

O ex-vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), esteve com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em sua residência no Jardim Botânico, neste sábado (4), em Brasília. A visita ocorreu um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogar por prazo indeterminado a prisão domiciliar humanitária do ex-chefe do Planalto, medida adotada em março após internação hospitalar por broncopneumonia bacteriana.
Carlos classificou a situação como “prisão política domiciliar” e criticou a determinação que restringe visitas apenas aos filhos. “Hoje visitei meu pai em sua prisão política domiciliar, impedido de receber visitas de qualquer pessoa que não sejam seus filhos. É uma determinação extremamente incomum, mas o objetivo é óbvio: impedir que ele converse com pessoas que possam servir de voz fora do cárcere”, afirmou.
Segundo o relato, pai e filho permaneceram juntos por cerca de duas horas. Carlos disse ter levado Bolsonaro para fora da casa, onde o ex-presidente pôde tomar sol. “Trouxe o presidente Jair Bolsonaro para fora para que pudesse tomar um banho de sol e se sentir mais perto daquilo que ama: a praia e o povo. Ele vibrou. Foram duas horas de boas conversas, que o fizeram recordar momentos ao lado das pessoas, no mar e nas ruas”, escreveu.
O ex-vereador destacou ainda que, mesmo sem acesso às redes sociais, Bolsonaro acompanha os acontecimentos. “Ele está ciente de tudo o que se passa aqui fora, embora esteja, obviamente, impedido de acessar conversas nas redes sociais”, disse.
Carlos mencionou que o pai já havia recebido a visita de Flávio Bolsonaro e que perguntou sobre Eduardo Bolsonaro, com quem não pode ter contato. Não houve referência ao irmão Renan Bolsonaro nem à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que recentemente acusou Flávio de desrespeito em uma visita.
A decisão de Moraes de manter a prisão domiciliar foi fundamentada na necessidade de acompanhamento médico contínuo. Desde março, Bolsonaro está impedido de participar de atividades públicas e de se comunicar livremente, o que tem gerado críticas de aliados, que classificam a medida como excessiva.




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