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Moraes barra visitas de Flávio a Bolsonaro por três meses após leitura de carta



Decisão do ministro do STF aponta tentativa de driblar restrições impostas ao ex-presidente


Metrópoles
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão por 90 dias das visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após a divulgação de uma carta assinada por Bolsonaro, publicada nas redes sociais de Flávio, em que o ex-presidente conclama a união da direita em torno da candidatura do filho e o descreve como “porta-voz” e “melhor opção” para o país.


A decisão impede encontros até 11 de outubro, logo após o primeiro turno das eleições. Moraes entendeu que o episódio configurou descumprimento das condições da prisão domiciliar de Bolsonaro, que está proibido de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente. Para o ministro, Flávio teria usado o direito de visita como meio de contornar essa restrição.


A defesa do ex-presidente terá 48 horas para esclarecer se Bolsonaro tinha conhecimento prévio da divulgação da carta. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que avaliará se houve propaganda eleitoral antecipada, já que o texto contém expressões equivalentes a pedido explícito de voto. Caso seja comprovada a violação das medidas cautelares, Bolsonaro corre o risco de regressão de regime e pode voltar ao presídio da Papuda, em Brasília.


No campo político, a carta foi interpretada como uma tentativa de consolidar Flávio Bolsonaro como candidato da direita, em meio a disputas internas. A tratativa de Moraes, gerou desconforto entre aliados de Flávio Bolsonaro, que veem risco de enfraquecimento do projeto político e de agravamento da situação jurídica do ex-presidente.

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