Médico informam ao STF sobre “melhora sutil" no pulmão de Bolsonaro
- Luana Valente

- 18 de abr.
- 2 min de leitura
Relatórios apontam evolução clínica, mas ex-presidente ainda sofre com dores e fadiga muscular

Os médicos que acompanham o ex-presidente Jair Bolsonaro comunicaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que houve uma “melhora sutil” no quadro pulmonar, após semanas de tratamento contra broncopneumonia bacteriana bilateral. O relatório, enviado destaca que a evolução clínica é positiva, mas ainda discreta, exigindo acompanhamento contínuo.
Apesar da melhora, os documentos fisioterapêuticos anexados ao processo revelam que Bolsonaro continua enfrentando episódios de dor e fadiga muscular durante as sessões de reabilitação. O tratamento inclui fisioterapia respiratória, acompanhamento ortopédico e dieta controlada, além da recomendação de cirurgia no ombro direito.
Segundo o relato do médico Brasil Caiado no documento, Bolsonaro "apresenta boa evolução do quadro pulmonar e digestivo, relata melhora das queixas de dispneia, cansaço e refluxo gastroesofágico, com maior disposição física para realização das atividades diárias de rotina".
Já no relatório fisioterapêutico produzido por Kleber Caiado de Freitas ressalta que Bolsonaro teve uma crise de soluço de aproximadamente oito horas, e que o epsódio dificultou o início do procedimento.
"O paciente (Bolsonaro) passou a relatar fadiga muscular acentuada, aumento de tensão e dor na região dorsal, quadro associado a episódio prévio de aproximadamente oito horas de soluços", destacou Kleber.
O ministro Alexandre de Moraes concedeu 90 dias de prisão domiciliar humanitária, permitindo que o ex-presidente siga o tratamento em casa. A decisão prevê o envio periódico de relatórios médicos ao STF para monitorar sua evolução clínica. Em contrapartida, a defesa de Bolsonaro já cientificou a instituição da necessidade de realizar uma cirurgia no ombro direito.
A avaliação médica indica que, embora haja sinais de recuperação, o processo será prolongado e ainda marcado por limitações físicas.




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