Senado acumula 55 pedidos de impeachment contra ministros do STF
- Luana Valente

- 16 de fev.
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Alexandre de Moraes concentra maior número de solicitações; nenhum caso avançou até julgamento no plenário
O Senado Federal registra atualmente 55 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o maior volume da história. Entre os alvos, o ministro Alexandre de Moraes concentra 29 solicitações, seguido por Gilmar Mendes (9), Flávio Dino (8), Dias Toffoli (6), Cármen Lúcia (3), Cristiano Zanin (3) e Edson Fachin (2). Há ainda petições conjuntas que incluem o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O mais recente pedido contra Toffoli, relacionado ao chamado “caso Master”, não entrou na contagem oficial.
O crescimento é expressivo: apenas em 2025 foram protocolados 38 pedidos, número recorde em um único ano. Apesar da escalada, nenhum ministro do STF jamais perdeu o cargo por meio de impeachment. O mecanismo, previsto em lei desde 1950, nunca avançou até a fase final de julgamento no plenário do Senado. A maioria das solicitações é arquivada ou não chega a ser analisada em profundidade, o que reforça a percepção de que o instrumento tem caráter mais político do que efetivamente jurídico.
Especialistas apontam que o aumento das petições reflete a tensão entre setores da sociedade e decisões recentes da Corte, especialmente em temas de grande repercussão política. Ainda assim, o histórico mostra que o Senado tem atuado como barreira institucional, evitando que os pedidos se transformem em processos formais de destituição.




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