Advogado de Filipe Martins denuncia processo na OAB e afirma ser alvo de tentativa de inelegibilidade
- Luana Valente

- 15 de jul.
- 2 min de leitura
Jeffrey Chiquini afirma que procedimento disciplinar teria sido motivado por ordem de Alexandre de Moraes e critica atuação da seccional do Distrito Federal

O advogado Jeffrey Chiquini, que atua na defesa de Filipe Martins — ex-assessor da Presidência da República condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro — declarou estar sendo alvo de um processo disciplinar na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal. Segundo ele, a iniciativa teria sido determinada por ordem do ministro Alexandre de Moraes e teria como objetivo torná-lo inelegível, já que é pré-candidato a deputado federal pelo partido Novo.
Chiquini afirma que o procedimento instaurado pela OAB-DF se baseia em acusações de supostos abusos no exercício da advocacia, incluindo manifestações críticas feitas em redes sociais contra instituições. O advogado questiona a competência da seccional para julgá-lo, uma vez que está inscrito na OAB do Paraná. Para ele, trata-se de uma tentativa de intimidação e perseguição política. “Querem me tornar inelegível. Mas não vou me acovardar nem me curvar à tirania. Estou apenas começando… Vou libertar o Brasil dessa ditadura da toga e salvar o nosso país. Me aguardem. Ano que vem, terão que me engolir! Vou colocar o dedo em cada ferida e representar os brasileiros e os paranaenses como nunca foram representados antes”, declarou em entrevista.
O advogado sustenta que sempre exerceu sua profissão dentro das prerrogativas legais e critica a condução da OAB, alegando não possuir vínculo com a seccional do Distrito Federal. Caso seja excluído dos quadros da Ordem, ficaria inelegível, o que reforça sua tese de perseguição política. Além da defesa jurídica, Chiquini tem se posicionado publicamente como opositor às decisões do STF, afirmando que pretende transformar sua atuação em bandeira política.
O factual evidencia a tensão crescente entre advogados ligados a investigados dos atos de 8 de janeiro e o Supremo Tribunal Federal, colocando em debate o exercício da advocacia em casos de grande repercussão nacional.




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