Débora do Batom: irmã denuncia tensão familiar por falhas técnicas em tornozeleira
- Luana Valente

- 29 de jul.
- 2 min de leitura
Claudia Rodrigues afirma que problemas no equipamento reacendem sofrimento da família e expõem filhos a nova onda de desgaste

A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida nacionalmente como “Débora do Batom”, voltou ao centro das atenções após registros de falhas na tornozeleira eletrônica que utiliza em cumprimento de regime domiciliar. Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de Janeiro, Débora foi alvo de questionamentos do ministro Alexandre de Moraes, que exigiu da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) explicações sobre supostas violações no monitoramento.
Em ofício encaminhado nesta terça-feira (28), a SAP informou ao STF que não houve qualquer descumprimento das medidas cautelares por parte da cabeleireira. Segundo o documento, os registros se devem a falhas técnicas do equipamento e não a ações da própria Débora.
A repercussão, no entanto, trouxe de volta a tensão para dentro da casa da família. Claudia Rodrigues, irmã da presa política, desabafou sobre o impacto emocional da situação: “Sim, querem prejudicar a minha irmã de novo e eu não vou ficar calada”.
Ela relatou que Débora vive com medo até de circular pelo quintal da própria residência: “O ministro Alexandre de Moraes está exigindo explicações do sistema penitenciário de São Paulo sobre a tornozeleira eletrônica da minha irmã, a Débora do Batom. Ele quer saber o porquê, e a defesa dela já explicou ‘é defeito no equipamento’. A Débora está em casa cuidando dos filhos. O espaço dela se limita ao quintal da casa onde ela mora e, mesmo assim, tem medo de ir ao seu próprio quintal”.
Claudia reforçou que não houve qualquer violação das medidas impostas: “Ela não violou nenhuma medida cautelar. O problema é técnico, do próprio sistema e não tem nada a ver com a Débora. Mas isso não impediu que houvesse interferência do ministro no caso”.
O desabafo também trouxe à tona o desgaste emocional das crianças: “Eu assisto essas notícias afetando diretamente a vida, a rotina das nossas crianças que já cresceram vendo a mãe ser condenada, que já passaram por tudo que já passaram, agora precisam ouvir que o nome da mãe está circulando de novo como se ela tivesse feito alguma coisa de errado. Não fez, ela está em casa. Está cumprindo tudo que foi determinado”.
Claudia lembrou ainda o episódio que originou a condenação: “Tudo isso está acontecendo porque Débora escreveu com um batom em uma estátua de granito que foi limpa com água e sabão no dia seguinte e, por isso, foi condenada a 14 anos de prisão pelo STF que na verdade nem deveria estar julgando esse tipo de caso. Até a Suprema Corte da Itália, o berço do Direito, estranhou o que aconteceu aqui. Lá fora enxergam o absurdo que a gente normalizou”.
O desabafo encerra com um apelo: “A minha irmã não é criminosa, ela é mãe e merece ser tratada com dignidade e respeito. Chega de tratar a Débora como mascote do abuso que vivemos aqui no Brasil”.




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